Não creio na predestinação individual, como se Deus houvesse amado a um mais do que a outros, antes mesmo de nascerem. Não consigo conceber o Criador traçando um plano para salvar os “previamente amados” e condenar outros, os “menos amados”, sem sequer lhes dar a opção de escolherem se querem ou não a salvação. É impossível conceber a idéia de que o Senhor ame mais alguns do que outros; que tenha previamente determinado à salvação de uns e a condenação de outros; que todos teriam um destino predefinido antes mesmo de nascer.
Se o homem não tivesse autoconsciência e livre-arbítrio, não teria culpa de absolutamente nada. E um estuprador ou qualquer outro malfeitor não poderia ser acusado nem condenado, pois esta seria sua única opção. Então, Deus, que o criou assim, não poderia puni-lo; afinal, sem livre-arbítrio, ninguém poderia agir de outro modo.
A Bíblia fala de eleição (1 Cr 16.13; Is 65; Rm 11; Cl 3.12; Tt 1.1; 1 Pe 1.2; Ap 17.14) e de predestinação (Rm 8.29,30; Ef 1.5,11). Mas não num sentido individual. Tais textos se referem ao destino coletivo dos santos do Antigo e do Novo Testamento; aqueles que deliberadamente escolhem obedecer a Deus e à Sua Palavra.
No Novo Testamento, os eleitos de Deus são todos aqueles que creram em Jesus e aceitaram o senhorio dele, tornando-se seus imitadores e filhos do Pai celestial. A partir dessa experiência pessoal, chamada de salvação, tais pessoas passaram a desfrutar da comunhão com Deus pelo Espírito Santo que veio habitar nos cristãos, para moldá-los à imagem divina de Jesus, de quem se tornaram irmãos e co-herdeiros, tendo direito ao céu e à vida eterna (ver Rm 8.17; 2 Co 3.18; Ef 3.6; 4.12,13,30; 5.1).
É claro que Deus, sendo onisciente, sabe de todas as coisas, inclusive quem será salvo e quem não será. Mas isto não significa que Ele tenha predestinado uns para o céu, e outros para o inferno. Afinal, Deus criou o ser humano e concedeu-lhe livre-arbítrio, responsabilizando-o pelos seus atos e por suas escolhas. Se não fosse assim, a promessa de salvação não seria condicional: aquele que perseverar até ao fim será salvo (Mt 10.22; 24.13; Mc 13.13). Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida (Ap 2.10).
Deus deseja que todos se salvem, mas muitos não atendem ao seu chamado. Se não existisse livre-arbítrio, o pecado da humanidade teria sido um plano do próprio Deus, como se Ele tivesse traçado esse destino de pecado e morte para o homem. Isso é um absurdo teológico!
Logo, a incompreensão dos conceitos de eleição e de predestinação tem servido de base para a defesa de uma “predestinação fatalista”, que não tem base bíblica; a qual se vale de um texto sem o contexto. Isto infringe a hermenêutica bíblica e compromete a sã doutrina cristã.
Por fim, deixamos um texto do Antigo Testamento que serve de alerta e de base para todos aqueles que desejam ser salvos e tornar-se eleitos e predestinados ao céu: "Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolha hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habita; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR." Josué 24.15
Que as bênçãos de Deus sejam derramadas sobre sua vida.
*Pr. Silas Malafaia - Psicólogo, vice-presidente da Assembléia de Deus na Penha (RJ), vice-presidente do CIMEB – Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil –, coordena e apresenta o Vitória em Cristo, este programa está há mais de 25 anos ininterruptos na televisão, sendo transmitido por várias emissoras em rede nacional.
28 setembro 2008
Existe ou não a predestinação?
15 setembro 2008
Discípulo: Ética e ação
Não são poucos os textos já produzidos que focalizam as técnicas de gerar e de formar discípulos de Cristo. Os enfoques pendulam do khrugma (proclamação) do Reino gracioso de Deus para arrependimento e conversão a Jesus, ou seja, a busca de discípulos, à didach (instrução) cristã, dirigida ora aos recém-convertidos, ora à comunidade evangélica em geral. Assim, encontramos tanto os discursos que privilegiam a anunciação cristã quanto os que enfatizam os aspectos parenéticos. É nítido, entretanto, que os ensinamentos centrados apenas no bom comportamento ficam aquém da didakhé primitiva. Reduzida ao nível dos procedimentos, o poder de transformação social da instrução é apagado e, naturalmente, o da proclamação, enfraquecido.
O Novo Testamento enumera os vícios individuais do “velho homem”: adultério, ira, jactância, bebedeira, dissensões, embriaguez, inimizades, fingimento, inveja, insensatez, murmuração, prostituição, mentira, malícia, desobediência aos pais e calúnia, entre outros, dos quais o cristão deve separar-se. As paixões carnais que lutam contra a alma deverão ser vencidas. Entre a virtude e o vício, o caminho a ser escolhido pelo filho de Deus é o da primeira. Mas a relação denunciante dessas práticas é apenas um lado da moeda parenética. Enquanto encontramos partes significativas de conselhos que são apresentados sob a perspectiva negativa, há também um grande número de valores positivos –: amor aos inimigos, oração pelos perseguidores, perdão, misericórdia, justiça, bondade, humildade, fé com obras, trabalho em grupo para o bem comum, renovação mental e espiritual etc. De acordo com a Escritura, são práticas e virtudes que devem compor o caráter do cristão.
Se as instruções – que induzem os sujeitos sociais a produzirem e alterarem a história –– forem consideradas somente a partir do que se deve evitar, o cristão “se isentará do mundo”, tenderá a fechar-se em seu universo religioso e a renunciar ao seu papel de produtor de transformação social. Quando muito, suas ações se restringirão a uma proclamação centrada ou em questões espirituais, ou em comportamentos de afastamento.
Tomemos como exemplo o amor. Se as ações concretas universais forem desconsideradas ou particularmente reinterpretadas, a educação cristã se reservará ao ensino da prática caridosa pontual, da realização de trabalhos ínfimos para mero desencargo de consciência e um amor corporativo – ou, mais restritamente, de amor entre os iguais. Essa visão de cristianismo criou santos com alto grau de insensibilidade. Fica evidente, assim, que as instruções de Cristo têm amputada a sua parte essencial.
Por sua vez, no Novo Testamento há um contínuo gradativo e crescente: o amor de Deus ao mundo, descrito em João 3.16, nos proporciona a capacidade de amar (I João 4.19) não só a Deus (Marcos 12.33), mas também aos irmãos, conforme I João 4.11, e àqueles que estão no limite das relações – e ainda aos que, odiando os cristãos, permitem que o amor extravase e atinja o seu grau máximo de realização, mencionado em Mateus 5.44.
Não se deve pensar que essas instruções estejam reduzidas à proclamação, como se o amor aos irmãos, ao próximo e aos inimigos pudesse ser limitado ao anúncio do Reino ou a algum conjunto de normas para o bom comportamento; “amar a Deus”, em tal perspectiva, seria apenas o cumprimento dessa missão. Pensar dessa maneira faz-nos ter uma fé incompleta, imperfeita e, não menos, falseada. Conseqüências ética e teologicamente funestas dessa postura é a irresponsável transferência do bem – que compete ao novo homem fazer – à direta ação divina, e a crença de que o mal em todas as esferas, contra o qual a Igreja deveria opor-se concretamente, é conseqüência da condição humana decaída, que só poderia ser tratada pelo Senhor. Em outras palavras, equivale a dizer que só a divindade pode fazer alguma coisa, seja o bem seja o mal, o que anula a verdade de que a Igreja representa deu Deus perante o mundo.
É por essas razões que não é raro encontrarmos, dentro de uma mesma comunidade cristã, como algo completamente natural, pessoas que desfilam carros importados e outros que vão e voltam a pé para suas casas distantes; gente ostentando etiquetas de grife e irmãos que só têm uma muda de roupa; famílias cobertas pelos melhores planos de saúde e pais que não têm como tratar de um filho doente. Isso sem falar no disparate de encontrar na congregação quem gaste R$ 500 em um jantar e os que dependem da generosidade alheia na forma de cestas básicas.
Nessa perspectiva, nega-se que pela instrução perpetuam-se idéias vivas cujo fim é agir sobre o mundo natural, influenciando-o a reverter seu estado de miséria, de injustiça, de diferenças sociais e de ignorância. São os bons frutos que a boa árvore deve produzir, conforme Mateus 7.17. Proclamar “Senhor” e ensinar outros a dizer o mesmo sem a legitimidade de ações bondosas com poder de transformação é construir o indivíduo cristão em fundamento pusilânime. Em outras palavras, é investimento vazio no Reino de Deus. “Pois assim como o corpo sem espírito cadáver é, assim também a fé sem obras cadáver é” (Tiago 2.17). As didakhaí de Jesus relacionam moral e ética com misericórdia, compassividade, hospitalidade, bondade, mansidão – mesmo que, no limite, o princípio da reciprocidade não seja respeitado.
Da lista de conselhos que Paulo prescreveu aos cristãos em Roma, há que se destacar dois: o primeiro, circunscrito na relação interna com a comunidade – “Tornando-vos comum com as necessidades dos santos”; e o segundo, “Perseguindo o amor ao estrangeiro” (Romanos 12.13), demonstra a necessidade da relação externa com o mundo. Assim, o discípulo completo é o que em seu lugar age segundo a totalidade das instruções, e quanto mais estiver disposto a satisfazer as exigências do discipulado, maior será a sua entrega àquele que o chamou e maior será o seu poder de proclamação. Quanto a isso, nada mais contundente do que as metáforas de ação e de presença universais: “Vós sois a luz do mundo; a cidade que jaz sobre o monte não pode ser escondida” (Mateus 5.14)
Moisés Olímpio Ferreira - Doutorando em Filologia e Língua Portuguesa pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professor de Grego, Exegese do Novo Testamento e Hermenêutica
29 agosto 2008
Mulher, onde estão aqueles teus acusadores?
A história de Shelley Lubben 
Shelley Lubben nasceu em 1968 e cresceu no Sul da Califórnia. Era a mais velha de três irmãos, tendo uma personalidade forte a que ela chamava de “personalidade impetuosa.”
Durante os primeiros oito anos da vida de Shelley, a sua família ia a uma igreja evangélica. Numa entrevista ela disse: “Quando era criança, conheci e amava muito a Jesus.”
Contudo, quando fez nove anos as coisas mudaram muito para Shelley e a sua família. Eles foram para uma pequena cidade, tendo deixado tudo o que Shelley tinha conhecido e amado.
“Os meus pais deixaram de ir à igreja e a nossa família afastou-se de Deus”, disse Shelley.
Ao crescer, Shelley sentia-se diferente das outras crianças.
De criança alegre a prostituta. Após sofrer violência sexual, aos 9 anos, Shelley teve sua vida transformada - para pior.“Eu era muito criativa, e escrevia poesia e pequenas histórias desde muito novinha. Os meus pais não me envolveram em atividades extra-curriculares e a maior parte do tempo sentia-me muito entediada e frustrada”, disse ela. A minha professora do primeiro ano reparou na criatividade que havia em mim e disse à minha mãe que estava maravilhada comigo. Ela cria que eu me tornaria numa atriz de Hollywood ou numa realizadora de cinema.”
PROCURANDO AMOR SÓ EM LUGARES ERRADOS
Havia também outras coisas que eram diferentes com Shelley, segundo a própria.
“Eu também era peculiar no fato de que comecei a masturbar-me, e a ter tendências sexuais numa idade muito nova. Eu fui introduzida à sexualidade por uma garota e o irmão dela, adolescente, quando tinha nove anos de idade, e desde então tive vários encontros sexuais tanto com meninas como com rapazes antes dos 18 anos. O sexo tornou-se para mim confuso. O sexo para mim significava ‘amor’, pois sentia-me bem ao receber atenção, mas ao mesmo tempo sentia-me suja.”
Quando adolescente, Shelley buscou amor nos rapazes e afundou-se no álcool e no sexo com a idade de 16 anos. Os seus anos de adolescência foram cheios de constante reclamação e discussão.
Ela disse, “Tive uma mãe que se irava comigo a maior parte do tempo, e um pai que parecia demasiado ocupado para se relacionar comigo, a não ser gritar comigo por falar nas costas da minha mãe. Eu comecei a beber álcool e a usar drogas com a idade de 16 anos. Os meus pais tentaram aconselhamento familiar, mas o meu pai estava demasiado ‘ocupado’ e só participou uma vez. Por fim, como sua última façanha, pediram-me para me ir embora de casa quando fiz 18 anos”.
Shelley acabou por ir parar a San Fernando Valley sem dinheiro nem comida.
“Um homem ‘gentil’ viu que eu estava angustiada e disse-me quão pesaroso estava, oferecendo-se para me ‘ajudar’,” disse Shelley. “Tudo o que eu tinha de fazer era ter sexo com um amigo seu, dando-me dinheiro por isso. Eu estava tão indignada por os meus pais me terem expulso de casa que não me preocupei com nada, por isso aceitei a oferta. Vendi-me por US$35, começando assim uma vida de prostituição”.
A vida de Shelley entrou numa espiral descontrolada.
"Em pouco tempo encontrei uma senhora que me introduziu na faceta ‘encantadora’ da prostituição”, disse Shelley. “No princípio pareceu sensacional, mas esta vida depressa se converteu em escravatura. Passei a ter sexo bizarro com estranhos e comecei a odiá-lo. O meu estilo de vida estava a tornar-se cada vez pior, e sentia-me como não tendo para onde me voltar. Jesus continuava a bater à porta do meu coração, mas eu ignorava-o.”
O ciclo vicioso de Shelley ao trabalhar como prostituta e dançarina exótica na Califórnia do Sul durou oito anos. Ao trabalhar como prostituta engravidou, tendo tido assim a sua primeira filha, Tiffany, com a idade de 20 anos. Ela tentou recuar e fazer apenas dança exótica, mas disse que foi muito difícil resistir à prostituição.
Depois de alguns anos como mãe solteira e de trabalhar como prostituta e dançarina, Shelley começou a beber exageradamente tendo desenvolvido uma terrível dependência do álcool e das drogas.
Shelley disse, “A Tiffany cresceu como uma triste menina negligenciada, e a inocência dela foi muitas vezes violada. Quando ela cresceu apercebeu-se que eu era ‘visitada’ por homens estranhos, e ficou zangada comigo. Eu comecei então a ver-me como um completo fracasso.”
À medida que a jornada dolorosa de Shelley progredia, ela envolveu-se na indústria de filmes para adultos. Descobriu que era uma forma de realizar dinheiro fácil, “ e era mais ‘lícito’ do que a prostituição.”
Shelley disse, “Comecei a fazer muitos filmes hardcore, e só as drogas e o álcool me permitiam fazê-los. Era como se eu tivesse algo para provar ao mundo e a todos os que me tinham magoado. E quando a indústria porno abriu-me os seus enormes braços e me convidou para a sua família, encontrei finalmente aceitação.”
Porém o preço que Shelley teve de pagar por esta “membresia” foi enormíssimo. Ela disse, “Eu vendi o meu coração, mente e feminidade à indústria porno, e a mulher e pessoa em mim morreram na pornografia.”
Shelley também se arriscou a ficar infectada com o vírus da SIDA como aconteceu com outras estrelas porno. Ela disse, “A indústria não obrigava nem ainda obriga o uso do preservativo, por isso o HIV e STD eram e ainda são um risco para os atores e atrizes porno. Em Maio de 2004, cinco atores pornográficos tiveram testes positivos relativamente ao vírus da SIDA. Eu tive mais sorte do que esses atores. Deus não permitiu que eu contraísse o vírus da SIDA. Contudo fui infectada com herpes, uma doença incurável sexualmente transmissível. Fiquei totalmente de rastos e quis pôr termo à minha vida.”
Como resultado, Shelley tomou uma overdose de comprimidos e cortou os pulsos, mas parecia que fizesse ela o que fizesse, não conseguia morrer. Deus tinha um plano para a sua vida, mas a dor era esmagadora e ela estava a ter terríveis variações de humor. Só o álcool e as drogas podiam ajudar a sua dor, disse ela.
“Eu clamei a Jesus para que me ajudasse e tentei deixar o meu estilo de vida,” disse ela, “ mas no espaço de uma semana voltei ao ciclo vicioso. Eu perdi toda a esperança e odiava a minha vida. Depois que contraí herpes deixei calmamente a indústria porno mas ainda me prostituía para sobreviver.”
Em 1994 Shelley conheceu Garrett. Ele tinha 22 anos de idade, e Shelley disse que ele era inocente, comparado com ela. “Eu disse-lhe que cobrava dinheiro para namorar,” disse ela. “Ele fingiu necessitar dos meus ‘serviços’ para uma festa de solteiros, por isso dei-lhe o meu cartão. Ele telefonou-me muitas vezes para sair, mas continuei a recusar. Mais tarde, por alguma razão da parte de DEUS, mudei de ideia e tornámo-nos amigos.”
Shelley disse que enquanto ela tentou manter a relação distante foi difícil, porque Garrett fazia com que ela se sentisse de novo uma menina.
“Ele vinha ter comigo e entrávamos em êxtase com anfetaminas, jogando damas e cartas durante horas”, disse ela. “Falávamos da vida e um dia falamos ambos de Jesus. Como crianças, ambos crescemos a amar e a conhecer Jesus Cristo. Para duas pessoas que se encontraram num bar, isto foi uma “coincidência” admirável. Nós sabíamos que fora Deus, por isso reentregamos as nossas vidas a Jesus, e casamos em Fevereiro de 1995.
CAMPEÕES PARA JESUSDeus conduziu Garrett e Shelley a uma igreja chamada Centro Campeão em Tacoma, Washington, onde Shelley disse que aprenderam a viver uma vida “Campeã”.
“Descobri que havia permanentemente em mim um Campeão,” disse Shelley. “Aprendi que podia vencer tudo, porque com Deus tudo é possível. Com Deus, tive verdadeiro perdão de todos os meus pecados e oportunidade de me transformar numa pessoa completamente nova sem ser perfeita primeiro. Isso foi um alívio! Também aprendi que Deus tinha um propósito para a minha vida. Deus tinha um propósito para a minha vida? Isso era como alguém acender-me a luz.”
Em Novembro de 1999, Shelley deu à luz outra filha, Abigail, e apesar de ter bebido álcool durante parte da gravidez, Deus poupou-lhe a vida.
“Após o parto, Deus respondeu finalmente às minhas orações e libertou-me completamente do álcool,” disse Shelley. “No dia 9 de Abril de 2000 foi quando me libertei totalmente, tendo constituído um acontecimento muito importante na minha vida. Comecei a ler livros sobre como ser uma melhor mãe e esposa. Aprendi a cozinhar e a cuidar do meu lar e a viver uma vida ‘normal’. Passei a praticar os princípios de Deus em tudo o que faço, e comecei a experimentar verdadeira alegria pela primeira vez em 13 anos.
Shelley disse que depois que foi naquele primeiro dia ao Centro Campeão abatida e destroçada, oito anos depois ela tornou-se numa mulher totalmente curada e entusiasmada para viver a vida.
Ela disse, “Deus livrou-me completamente das drogas, da dependência do álcool, das más recordações, da doença mental, da dependência sexual, do trauma sexual, e de todo o meu passado.”
Shelley disse que o seu futuro é glorioso. “Deus agora envia-me a proclamar ao mundo a realidade do Seu tremendo amor, dizendo como Ele fez cada um de nós à Sua imagem, e somos completamente amados e aceites por Ele; dizendo como Ele enviou o Seu Filho Jesus para nos libertar das drogas, alcoolismo, dependência sexual, rejeição e todas as mentiras de Satanás.”Ela acrescentou, “Gosto de mostrar ao mundo que se Deus pode mudar uma estrela porno e uma prostituta numa Campeã, Ele pode mudar qualquer pessoa. Porém Deus só muda as vidas daqueles que O escolheram. Josué 24:15 diz, ‘... escolhei hoje a quem sirvais; ... porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.’ Esta foi a melhor escolha que fiz.”
* Por Jeremy Reynalds.
Glória ao Senhor Deus pela vida desta mulher!!! Aleluia!!! Exemplos como este nos edificam e renovam nossas forças para perseverar cada vez mais!!!
*Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.* II Tm 4.7
18 agosto 2008
Razão da esperança
Por toda parte, por todos os lados, ouvimos mensagens oferecendo a fórmula do sucesso. Consumo, viagens, prazeres, carreira e muitas outras coisas são oferecidas como passaportes para um projeto de vida agradável e boa. Todos somos incentivados a buscar o sucesso custe o que custar. Se no passado uma roupa valia alguma coisa quando colocada em meu corpo, hoje, se você não estiver com uma roupa de determinada marca, vai sentir-se nu, ainda que vestido. Se o seu carro não for aquele mostrado na glamourosa propaganda de TV, e mesmo se sua TV não for aquele modelo de plasma de 70 polegadas, sinto muito ao dizer isso, mas você não está sendo bem sucedido na vida...
A troca do valor do ser pelo valor de possuir, chamada ontologia, é uma das características desses nossos tempos. O ter é que empresta o valor ao ser, pois o ser já não vale muita coisa – na verdade, o sistema nos coloca como pouco mais que alguns números registrados em nossos documentos. Na crise de identidade que assola a sociedade hoje, procuramos nos apegar em algo concreto, de modo a ter garantia de que de fato existimos. Queremos, simplesmente, ser alguém.
Viktor Frank destacou que a vida não deve ser vivida sob a linha do sucesso-fracasso, mas na busca de um sentido, de uma razão. Ele foi confinado em campos de concentração na Segunda Guerra Mundial e sobreviveu a toda sorte de carências e maus-tratos. Ali, distante de tudo que costuma ser associado à felicidade – família, bens, liberdade –, buscava em Deus a sua razão de viver. Ele não procurava o imperativo da felicidade, mas simplesmente agarrava-se à esperança que lhe vinha do Alto.
Mesmo enfrentando problemas, sofrimentos e dramas, se colocarmos a razão de nossa esperança no Evangelho, poderemos experimentar na prática o que Jesus nos deixou como legado: “Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou. Não a dou como o mundo a dá”. Paz, na Bíblia, não é sinônimo de ausência de perturbação, mas serenidade de espírito – ou, noutras palavras, o sentido de vida.
Paulo ainda nos ensinou que, tendo sustento e com que nos cobrir – ou seja, alimento e abrigo –, deveríamos ficar felizes. Esse é o mínimo que devemos esperar de Deus; o restante que temos é mais do que suficiente, é mais do que precisamos. Conte quantos pares de sapatos ou roupas você tem e verá que, provavelmente, possui mais coisas do que precisa. Aí, é só agradecer a Deus, em vez de ficar pedindo cada vez mais.
Lourenço Stelio Regaé teologo, educador e escritor.
10 agosto 2008
Armadilhas hermenêuticas
"Há uma necessidade urgente e gritante de conhecimento mais aprofundado sobre a interpretação da Bíblia!"
A maioria dos mais informados vai concordar que atravessamos um cenário complicado no evangelicalismo brasileiro. Todos sabem que a Igreja cresceu demais nas últimas décadas, mas ela ainda busca amadurecimento. Movimentos mais contextualizados e grupos voltados para a evangelização do país coloriram o cenário nos últimos anos. Todavia, tanta euforia e eferverscência também é sinal de atenção. O fato é que a Igreja nacional precisa achar um ponto de equilíbrio entre quantidade e qualidade. E sem o estudo sério e fundamentado da Palavra de Deus, teremos problemas insolúveis a curto prazo em nossa realidade protestante tupiniquim. Infelizmente, ainda há grupos em nosso contexto de fé que desprezam o preparo teológico; outros são tão estranhos que vivem na fronteira entre as categorias de seita e denominação.
Ninguém pode negar que essa tarefa de consolidação da Igreja brasileira passa necessariamente pela referência máxima da cristandade e dos evangélicos: as Escrituras Sagradas. A compreensão da Bíblia é absolutamente fundamental para que se tenha uma Igreja séria e cristãos espiritualmente saudáveis. Por incrível que pareça, o sinal de que nem tudo vai bem neste cristianismo “tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza” é que há muitos textos lidos e enfatizados em nossa tradição evangélica que são mal compreendidos, gerando inclusive crises e problemas pessoais em muitos cristãos sérios e sinceros.
Muita gente tem sofrido com seus familiares ao ler o conhecidíssimo texto de Atos 16.31: “Crê no Senhor Jesus, e tu e tua casa sereis salvos” (Versão Almeida 21). O problema desse texto é que muitas pessoas pensam que estamos diante de uma promessa divina de que todos os nossos parentes próximos serão salvos mediante a nossa fé. A verdade é que tal trecho não ensina isso! Em primeiro lugar, é importante destacar que, como texto narrativo histórico, o versículo não pretende ser normativo – ou seja, o relato de alguma coisa que acontece não é necessariamente norma para toda a Igreja. Logo, aqui vemos uma promessa que foi dada ao carcereiro de Filipos, e não a todos! Foi dito que ele e “os de sua casa” (NVI) seriam salvos. No caso específico, isso talvez tivesse incluído servos ou empregados, já que a “casa” de alguém nos tempos bíblicos incluía gente que não era da família de sangue do proprietário.
A verdade é que ninguém pode assegurar a conversão de seus parentes com base neste texto. Se esse fosse o caso, nenhum crente veria um parente próximo morrer sem converter-se a Jesus – mas sabemos que isso não se verifica. Além disso, o próprio Senhor deixou claro que muitos cristãos até perderiam suas famílias por causa do Evangelho: “E todo o que tiver deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por minha causa, receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna.” (Mt 19.29 – A21). Se aos crentes fosse prometida a conversão de todos os parentes próximos, o texto de Mateus 10.35, 36 também não faria sentido.
Quase que na mesma linha de pensamento, muitos evangélicos, principalmente pais e mães, ficam literalmente desesperados diante de Provérbios 22.6: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Almeida Revista e Corrigida). O que geralmente se entende desse versículo é que Deus promete que uma criança levada ao conhecimento do Evangelho desde pequena nunca se desviará da fé. E como ficam os pais de filhos que fizeram justamente o contrário, embora educados segundo a Palavra, apostataram da fé? Em primeiro lugar, é importante lembrar que Provérbios não é um livro de promessas – suas afirmações são “máximas”, ou seja, fatos constatáveis de modo geral na vida. O que o texto diz é que aquilo que uma criança aprende desde pequena não é esquecido, mas a tônica não é exclusivamente religiosa. É de criança, por exemplo, que se aprende a andar de bicicleta, falar outra língua, tocar um instrumento ou mesmo decorar versículos.
A tradução tradicional “deve andar” interpreta o sufixo pronominal genitivo do hebraico indo muito além do literal. Todavia, há outras alternativas de interpretação. “Instruir a criança no caminho” pode significar instruí-la segundo os objetivos que os pais têm para ela” (NVI), instruí-la no caminho devido (ARC, A21) ou mesmo “instruí-la conforme os dons que ela tem”. As interpretações são legítimas e o texto está aberto a mais de um enfoque distinto. No entanto, é bastante seguro afirmar não há promessa ou segurança alguma de salvação para a criança que vai à Escola Dominical, tem pais cristãos e ouve a Bíblia desde pequena, simplesmente porque não é isso o que se trata ali.
Outro texto geralmente mal compreendido é o de Filipenses 4.13 – “Tudo posso naquele que me fortalece”. Certa vez, trafegando pelas áreas nobres da rica cidade de São Paulo, vi um belo carro importado com um adesivo que ostentava orgulhosamente tal verso. Geralmente, quando se lê este texto isoladamente, a maioria das pessoas imagina que se trata de uma promessa de fé: a de que, por meio do poder de Cristo, podemos alcançar tudo que quisermos! Assim, posso adquirir bens caros, derrotar inimigos, alcançar posições de destaque e tudo o mais. Novamente, o texto bíblico não está dizendo isso. Aqui, é preciso entender o contexto. O apóstolo Paulo está escrevendo aos filipenses na ocasião de sua prisão, muito provavelmente em Roma. Portanto, está enfatizando que, por meio de Cristo, podemos suportar toda e qualquer situação adversa. Basta ler o que o apóstolo diz um pouco antes, nos versículos 11 e 12: “Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação – seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade” (NVI). Por incrível que possa parecer, o texto bíblico significa exatamente o oposto do que muita gente tem sugerido sem analisá-lo adequadamente.
Já encontrei até dois cristãos evangélicos discutindo se devemos ou não mentir em certas situações. Independentemente da discussão sobre a possível legitimidade de uma inverdade ou omissão da verdade em certas situações – como o caso de mentir ou omitir algo para salvar uma vida –, o que estamos discutindo é o uso de textos bíblicos de maneira indevida. O argumento dos debatentes era o de que Abraão, servo do Senhor e chamado na Bíblia de “amigo de Deus”, mentiu em uma situação de necessidade, registrada em Gênesis 12.18-20. A questão aqui não é tão difícil – novamente, cabe frisar que o simples relato de um texto histórico não o define como norma. Muitas passagens das Escrituras nos contam erros e crimes de seus personagens exatamente para enaltecer o poder de Deus na vida de frágeis seres humanos. Muita gente, porém, tenta ver méritos e qualidades especiais em cada detalhe de vida dos heróis bíblicos sem contrastar o comportamento dos mesmos com as normas divinas. Assim, com base nos fatos de que Moisés ficou irado, Jacó enganou Labão, Raabe mentiu em Jericó ou que Davi foi polígamo, há quem tente justificar seus pecados, afirmando que homens e mulheres de Deus do passado fizeram tais coisas e não foram punidos por isso. O equívoco é muito claro.
Tais situações apenas nos mostram a necessidade urgente e gritante de um conhecimento mais aprofundado da hermenêutica, a arte de interpretação da Bíblia. Muitas comunidades cristãs são hoje reféns de doenças hermenêuticas prejudiciais e destruidoras para a fé de seus integrantes. Há grupos perdendo o equilíbrio e caindo no liberalismo teológico da negação do sobrenatural, ou numa filosofia específica. Há tantas distorções – o legalismo, o misticismo desenfreado, o tradicionalismo irrefletido – que somente o estudo da Bíblia no seu próprio contexto, entendendo elementos históricos, literários e teológicos, nos levará a entender ao máximo a intenção original do autor. É preciso ainda destacar os princípios presentes no texto para então comparar o que descobrimos com uma análise teológica mais profunda, a partir de outras passagens que falam dos mesmos princípios. Finalmente, devemos fazer a aplicação do princípio descoberto e teologicamente analisado na realidade do cotidiano.
A verdade é que a seriedade e o valor do texto sagrado para sempre ecoará através da história, especialmente quando ouvimos como o próprio Jesus considerava as Escrituras: “Pois em verdade vos digo: antes que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará uma só letra ou um só traço da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5.18 – A21).
Luiz SayãoTeólogo,
24 julho 2008
AS DUAS FRAQUEZAS DA IGREJA
Nota: Em muitas bíblias o termo “espírito” está escrito com letra maiúscula, porém, no texto grego não é assim, pode se referir tanto ao espírito humano como ao Espírito de Deus.
A resposta é encontrada em I Co 14:2: “Porque o que fala em língua desconhecida não fala a homens, senão a Deus, porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios”. Veja que o espírito que ora não é o de Deus, é o meu: “porque se eu orar em língua, o meu espírito ora...” (vs. 14). O Espírito Santo não fala/ora em línguas, mas apenas concede que falemos (At 2:4). Todo aquele que foi batizado no Espírito Santo por Jesus e falou em línguas, tem o dom de línguas. Usar um dom é, muitas vezes, como usar um dos nossos cinco sentidos. Por exemplo, se você estiver na cozinha lanchando e a televisão estiver ligada, você simplesmente ouve a televisão, mas se quiser prestar atenção ao que está sendo falado, você aciona sua audição e passa não só a ouvir, mas a receber a informação transmitida. Alguns dons são assim, você aciona e usa, em seu benefício ou em benefício de outros (I Co 14:12). No caso das línguas você usa em seu próprio favor, pois, “o que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo” (vs. 4). A palavra grega para edificar é oikodomei, e significa, edificar, construir, reconstruir, reedificar, restaurar, fortalecer, beneficiar. O tempo do verbo é o presente do indicativo ativo que enfatiza a ação contínua que é habitual, portanto, o que ora em língua estranha, acionando seu sentido espiritual por simplesmente abrir a boca, uma vez que as línguas já estão dentro de nós pela presença e dádiva de Deus, o seu Espírito, a si mesmo se fortalece; a si mesmo se prepara. Não é suficiente falar em línguas como não é suficiente cantar, tem que falar com Deus!
CONCLUSÃO
Arrependimento não é uma oração feita uma só vez quando recebemos a Cristo na famosa “oração do pecador”, em que o pregador vai nos conduzindo e nós repetindo. Arrependimento é uma maneira de viver, é uma decisão do coração para mudança. A obra do arrependimento não estará completa até que o fruto da justiça apareça, por outro lado, a santidade ministrada a nós pelo Senhor via arrependimento, precisa ser fortalecida. Quando disse que a oração no espírito é o elemento mais importante unido à Palavra, é porque todos os outros elementos são o resultado destes dois. Não há Escudo, nem Calçado, nem Verdade, nem Capacete sem Espada e sem oração. Enquanto você lê a Palavra e ora em línguas, vai se fortalecendo no Senhor e na força do Seu poder; vai vestindo a Sua Armadura, e quando vier o dia mal, você vai vencer tudo e ficar firme como os montes de Sião, que não se abalam, mas permanecem para sempre.
Arthur Alexandre Costa Pereira - Bacharel em Teologia/ O Arthur foi meu prof. de Introdução Bíblica no seminário Ceforte em Petrópolis.Excelente caráter!!!
14 julho 2008
Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério...
Estou perplexo com o que tenho visto na internet em relação ao Cristianismo. Tem aparecido em nosso meio vários tipos de "movimentos", e o que me causa maior espanto é o hiper-calvinismo.
Estava lendo uns artigos esdrúxulos do site Monergismo e não aguentei, então aí vai:
A matéria está aqui: http://www.monergismo.com/textos/pentecostalismo/dom-linguas_samuel-davidson.pdf
Refutação de "Dom de Línguas" /Samuel R. Davidson
As Línguas nos Evangelho
Primeiramente concordo com o autor; Cristo jamais trouxe confusão para os homens, mas os homens é que fazem enleio a interpretação das Escrituras.
É simplesmente ridículo afirmar que a promessa das línguas teria sido feita em relação à pregação do Evangelho, o texto de Mt 28 não fala sobre sinais, portanto não servirá para análise nesta tese.
No Evangelho segundo Marcos no capítulo 16 versos 17-18 é relatado:
"E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão."
Marcos fala acerca de SINAIS, não fazendo em hora nenhuma alusão a ensino ou pregação da Palavra nestes versículos; falar um outro idioma não é um sinal, mas como ele (Samuel R. Davidson) mesmo diz: "um grande trabalho aos homens".
Jesus Cristo se referia a fatos sobrenaturais, ou por acaso o Sr. Samuel crê que beber um veneno e não morrer é normal; ou será que Jesus achava seus discípulos tão ignorantes ao ponto de chamar de sinal o fato deles aprenderem outros idiomas (rs)!
As línguas em questão serviram como sinais (prodígios)!
Será que falar um outro idioma serve como sinal aos cristãos? Se for assim então o Jô Soares (fala 5 idiomas) faz sinais (coisa sobrenatural;prodígios;milagre) tremendos em seu programa!
Em relação ao último versículo do cap. 16 de Marcos é meramente a ratificação das profecias de Cristo que estavam se cumprindo!
Faço uma pergunta: Os seguidores crentes em Cristo extinguiram-se?
Se sua resposta for não (e espero que seja!), nesse caso afirmo: Então os sinais existem!
As Línguas no livro de Atos
Neste tópico o autor mostra ser um total leviano. Como dizer que não é explicado o que aconteceu em Atos 8:14-19. Será que ele utilizou a Bíblia Sagrada para seu estudo ou sua “Bíblia” foi escrita por algum monge (rs)?
Então vamos lá, Atos 8:14-19:
14 Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.
15 Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo
16 (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus).
17 Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.
18 E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro,
19 Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.
Pergunta: Como Simão tinha tanta certeza (a ponto de oferecer dinheiro) que realmente eles receberam o Espírito Santo?
Resposta: Através dos sinais e prodígios (Mc 16) que presenciava [e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito. (vers.13b)]
Há! To lembrando de algo: Será mesmo que os sinais foram cumpridos antes de Marcos ter escrito seu Evangelho? Hein sr. Samuel?
No demais: as perguntas feitas são desfeadas e incompreensíveis no tocante a hermenêutica do texto analisado!
Joel não fala de línguas, mas fala de sinais! Assim como Jesus fala de novas línguas, como sinais! Então entendemos que tanto no Antigo Testamento, quanto no Novo fala-se sobre sinais e prodígios durante todo período anterior à vinda de Jesus Cristo para julgar vivos e mortos!
Joel fala que após o derramamento do Espírito ocorreriam: profecias, revelações (sonhos e visões), aflições aos homens e catástrofes naturais (céu/mar).
Jesus fala de grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.
O que deve ser entendido é que não podemos interpretar a Bíblia somente de forma literal, porque assim é que surgem as heresias e seitas! O que analisamos são os prodígios em si; como se pode afirmar que as línguas não apareciam mais no contexto bíblico de Atos? Porque então os judeus iriam dizer que todos aqueles estariam cheios de mosto? A linguagem daqueles homens não podia ser compreendida pelos incrédulos, assim como hoje (rs).
Porque se aparece poucas vezes relatado em Atos dos Apóstolos a referência dos sinais de novas línguas, podemos afirmar que eram fatos raros? Ou até desnecessários a Igreja?
Muitos outros atos aconteciam em Jerusalém e são pouco relatados no livro, nem por isso podemos afirmar que são acontecimentos dispensáveis a nossa apreciação!
Você conhece Andrônico e Júnias, parentes de Paulo? Pois é, não faziam parte dos treze, mas eram notáveis entre os apóstolos (Rm 16:7).
As Línguas nas cartas dos Apóstolos
Para começar este tópico vou responder a patética pergunta do autor, fazendo uma outra (esta sóbria):
Quer dizer que por aparecer somente em um livro do NT ou por ter poucas vezes sido mencionada (segundo você) pelos apóstolos em suas epístolas, faz um ensino não ser planejado por Deus?
Se sua resposta for sim (espero que não!): Então você é um incauto (indouto)!
De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?
I Co 14.16
Em referência a I Co 13 "as línguas cessarão", veja:
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; I Co 13.8
Paulo em momento nenhum ensina que o dom de línguas se cessaria bem antes da vinda de Cristo! O Apóstolo explica que o AMOR é perfeito, e que somente quando o que é perfeito (JESUS É AMOR) vier toda profecia, dons e ciência serão extintos!!!
Sobre seus conceitos de novas línguas, fazendo menção a outros idiomas já abordei no começo desta refutatione (rs).
O fato da pessoa interpretar o dom de línguas, não quer dizer que seja um idioma natural!
Veja: “Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.” I Co 14.2
Se ninguém o entende, obviamente não é uma linguagem entendida por homens! Mas como a própria Palavra de Deus diz: “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar” I Co 14.13
Certamente interpretar esta linguagem não requer intelectualidade humana, mas uma dádiva divina.
Somente é alcançada por meio da fé, sendo assim o formalismo de alguns teólogos calvinistas jamais entenderá este mistério!
“A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;
Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam;
Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;” I Co 2.4,5,6,7.
Como você viu a ciência será aniquilada, lembra? É meu querido, mistério...(rs)
Adorei você ter descoberto (em letras garrafais) que 5 palavras entendidas valem mais que 10 mil não entendidas, creio que sua descoberta é maior que a da pólvora.
Será que o fato de uma pessoa falar em outros idiomas naturais serviria para convencer os incrédulos? Que loucura!
Quem disse ao sr. Samuel que as pessoas que tem o dom de línguas perdem o controle próprio? Falta informação ou é preconceito?
Quem disse ao sr. Samuel que este dom está aparecendo em incrédulos? Imagino que até os hereges que dizem falar em línguas crêem em algo (mesmo que seja em objetos inanimados)!
Meu Deus, quanta deturpação! Apocalipse 5.9 fala sobre a visão do Apóstolo João dos cânticos e Louvores dos seres celestiais ao Senhor devido ao sacrifício vicário de Cristo no Calvário!
CONCLUSÃO
Percebe-se preconceito religioso, ignorância no tema abordado e o autor ser desinformado na prática dos DONS espirituais por parte da Igreja Contemporânea.
Ele considera os Pentecostais hereges simplesmente por falarem em línguas estranhas. Mas será que são mesmos os pentecostais hereges?
Quem é que fica pregando por aí que Deus levou Seu Filho a cruz do Calvário somente para alguns?
Quem é que fica ensinando por aí que Deus ama somente uma determinada casta? Fazendo acepção de pessoas?
Entendam o princípio da Eleição: Para haver uma eleição devem-se existir CANDIDATOS! E para o Senhor TODO aquele que invocar (CANDIDATAR-SE) seu nome será SALVO!!!
Sei que em alguns momentos, pareci satírico no trato desse assunto, mas não é nada disso. São apenas recursos que eu uso para descontrair e aliviar um pouco a dor que o coração sente, ao ver tanta coisa que se estabelece aos cristãos, que foram libertados para o alvedrio, submetendo-o de novo a jugo de escravidão [Gálatas 5].
Eduardo Neves (Pentecostal pela Graça de Deus e falando em línguas! Oh Glória!).


