Há pouco tempo deu-me uma vontade louca de desistir de tudo e me mudar para bem longe. Meio desencantado com minha geração, tive um ímpeto de me aposentar precocemente; talvez comprar uma casinha no sertão, diminuir minhas demandas financeiras e passar o resto dos meus dias lendo, pescando e curtindo a companhia sempre prazerosa de minha mulher.
25 abril 2008
"Meu inimigo sou eu"
Há pouco tempo deu-me uma vontade louca de desistir de tudo e me mudar para bem longe. Meio desencantado com minha geração, tive um ímpeto de me aposentar precocemente; talvez comprar uma casinha no sertão, diminuir minhas demandas financeiras e passar o resto dos meus dias lendo, pescando e curtindo a companhia sempre prazerosa de minha mulher.
30 março 2008
“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer.”
Sobre este verso no capítulo 12, F. Godet disse: “Alguns limitam o todos aos eleitos; outros dão este sentido: homens de toda nação.... Mas atrair não necessariamente significa uma atração eficaz. Esta palavra pode se referir apenas à pregação da cruz por todo o mundo e a ação do Espírito Santo que a acompanha. Esta atração celestial não é irresistível.” (Commentary on the Gospel of John, Vol. II, p. 228)
Um pregador e professor batista, o Dr. A. J. Wall, disse: “A mesma palavra para ‘atrair,’ usada em Jo 6.44, é também usada em Jo 12.32. Ninguém pode vir sem ser atraído, e Jesus disse, ‘Todos atrairei a mim;’ por isso, todos os homens têm chances iguais de serem salvos. Ninguém se perderá porque não foi atraído a Cristo, mas muitos se perderão porque deixarão de crer e de render-se à atração de Cristo.” (The Truth About Election, p. 20)
Um outro pastor e escritor batista, Carey L. Daniel, disse sobre isto: “É nossa crença que Deus Pai atrai todos os homens que ouvem o evangelho pregado no poder do Espírito. Isto não é dizer, obviamente, que todos eles se renderão a este magnetismo. Há alguns que incorretamente interpretam a palavra ‘atrair’ como ‘arrastar’ ou ‘forçar,’ e então concluem que há certas pessoas que não poderiam ir para o inferno mesmo se quisessem e outras que não poderiam ir para o céu se quisessem.” (The Bible’s Seeming Contradictions, pp. 45-56)
Até D. L. Moody, após citar Jo 6.44, disse: “Bem, digo que Cristo está atraindo os homens. ‘Eu, quando for levantado... todos atrairei a mim.’ Ele está atraindo os homens, mas eles não virão. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, e atraindo os homens a Ele. Esta atração está acontecendo agora, mas muitos corações estão lutando contra os esforços do Espírito. Deus está atraindo os homens para o céu, e o diabo está atraindo-os ao inferno.” (Select Sermons, p. 112)
Eruditos entendidos da língua original confirmam essas opiniões, como por exemplo, Dean Alford, que disse sobre Jo 6.44: “Que esta ‘atração’ não é a graça irresistível, é confessado até mesmo pelo próprio Agostinho, o grande defensor das doutrinas da graça. ‘Se um homem... vem indispostamente, ele não crê; se não crê, ele não vem. Pois não corremos a Cristo sobre nossos pés, mas pela fé; não com o movimento do corpo, mas como a livre vontade do coração.’... Os intérpretes gregos aceitam a opinião que eu adotei acima.... Esta atração está sendo exercida agora em todo o mundo – de acordo com a profecia do Senhor (12.32) e Seu comando (Mt 28.19-20).” (New Testament for English Readers, “John,” p. 521)
Similarmente, o bispo Wordsworth declarou: “Deus está pronto para atrair todos, pois Ele diz, Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus (Is 54.13).... Esta declaração não nega nosso livre-arbítrio, que é o erro dos maniqueus, mas demonstra nossa necessidade da graça divina.... Temos um Mestre que deseja dar Sua bênção a todos (versículo 45), e despeja Seu ensino celestial sobre todos. Deus atrai todos que desejam ser atraídos.” (The New Testament in the Original Greek, with Notes and Introductions, Gospels, p. 299)
O erudito Timothy Dwight, presidente de Yale e tradutor da obra de Godet sobre João, disse nesse volume em uma nota sobre este texto: “O pensamento geral desta passagem é similar àquele dos versos que imediatamente precedem – a não receptividade da alma insensível, e a vida que a alma sensível recebe através de Cristo.... Todo o desenvolvimento do pensamento neste discurso, que trata da vida interior da alma, parece mostrar claramente que, em versículos como 44 e 37, o assunto não é do propósito eletivo de Deus, mas da sensibilidade interna à influência divina. E o mesmo é verdadeiro de outras passagens similares neste Evangelho.” (Vol. II, p. 463)
Finalmente, G. Campbell Morgan disse, seguindo o versículo 44 pelo 45: “Vocês não podem vir a mim, disse Jesus, exceto se forem atraídos; mas isso não é desculpa para sua ignorância porque Deus está atraindo vocês; ‘Todos serão ensinados por Deus.’” (The Gospel According to John, p. 115)
06 março 2008
Precisamos Novamente de Homens de Deus
A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

29 fevereiro 2008
Os Perigos da Segurança Carnal
Na cidade de Alma do Homem, vivia um homem cujo nome era Segurança Carnal. Este homem, apesar de toda a misericórdia concedida pelo Príncipe, colocou Alma do Homem em terrível servidão.
*John Bunyan *18 fevereiro 2008
Apascentando ovelhas ou entretendo bodes?
Apascentando ovelhas ou entretendo bodes? Um mal está no declarado campo do Senhor, tão grosseiro em seu descaramento, que até o mais míope dificilmente deixaria de notá-lo durante os últimos anos. Ele se tem desenvolvido em um ritmo anormal, mesmo para o mal. Ele tem agido como fermento até que toda a massa levede. O demônio raramente fez algo tão engenhoso quanto sugerir à Igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para as pessoas, com vistas a ganhá-las.

08 fevereiro 2008
Entre a racionalidade e a graça
Nesta primeira década do século 21, o antagonismo entre o conhecimento secular e a religião parece coisa do passado. Hoje em dia, no mundo ocidental, quem professa fé em qualquer coisa não precisa confrontar sua crença com sistemas ideológicos – mas não foi assim no passado recente. Mesmo no século anterior, que trouxe à humanidade um progresso jamais visto em toda a civilização, a genuína fé evangélica sofreu ataques maciços de forças políticas como o comunismo e o nazismo, cujos idealizadores tinham a firme intenção de riscar do mapa o nome de Jesus Cristo. Há exatos cem anos, correntes teológicas hoje consideradas equivocadas colocavam a Igreja entre dois caminhos. De um lado, o liberalismo europeu fazia grandes estragos na espiritualidade proposta pela Bíblia Sagrada, ao sugerir que a simples vontade do homem em buscar o favor divino podia ser mais poderosa que a graça divina. Do lado de cá do Atlântico, a escola fundamentalista, proposta por teólogos norte-americanos, não teve melhor sorte ao propor uma interpretação literal, e não contextualizada, da Palavra de Deus.

Natural de Basiléia, uma próspera cidade suíça de fala alemã, Barth nasceu no dia 10 de maio de 1886 em um piedoso lar protestante. Filho e neto de pastores reformados, o rapaz decidiu manter a tradição religiosa da família e, em 1904, ingressou na Faculdade Teológica da Universidade de Berna, capital de seu país. O ambiente acadêmico da instituição, assim como da maioria das escolas teológicas européias do período, era dominado pela chamada teologia liberal, herança do iluminismo, cujos expoentes eram mestres do calibre de Schleiermacher, Ritschl e Troeltsch. Este pensamento religioso visava explicar o cristianismo de forma condizente com os conhecimentos da época – mesmo que determinados dogmas, muitos deles centrais para a fé, fossem solapados. Como intelectual, Barth cresceu em um período de grandes transformações. Movimentos filosóficos como o deísmo, o iluminismo e o positivismo reduziram tremendamente o papel da religião na sociedade. A Revolução Industrial inglesa encarregou-se de virar de cabeça para baixo as estruturas econômicas e sociais da época.
Porém, a empatia de Karl Barth com o liberalismo teológico em voga nos ambientes teológicos europeus estava com os dias contados. Ansioso por um caminho alternativo, ele passou a dedicar muito tempo a um estudo aprofundado das Sagradas Escrituras. Debruçado sobre os escritos de líderes reformadores do século 16, como Lutero e Calvino, o teólogo da Basiléia chegou à conclusão de que era impossível ao homem chegar a Deus por seus próprios esforços. Como demonstração cabal de que a humanidade não estava destinada a um futuro de glória, em 1914 eclodiu o mais sangrento confronto já visto. Para o espanto de Barth, cerca de noventa e três professores de teologia alemães, quase todos liberais, assinaram um manifesto apoiando a opção germânica pela guerra como “uma forma de o Reino de Cristo ser implantado na terra”.
04 fevereiro 2008
Silêncio forçado!
Se a Constituição Federal, em seu artigo 5º Insisos VI e VIII, garante a todo cidadão brasileiro a liberdade de consciência e o livre exercício dos cultos religiosos, ao que parece a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), empresa responsável pelo transporte ferroviário em São Paulo e os evangélicos pregadores que, diariamente, usam sua malha ferroviária, parecem que não estão falando a mesma língua ou respeitando o mesmo código. Nos últimos meses, a exemplo do que já acontece com os vendedores ambulantes, a empresa também tem feito uma marcação cerrada contra os pregadores, que se julgam perseguidos e humilhados ao serem retirados das composições. Com isso, uma das mais conhecidas e tradicionais formas de evangelização, pelo menos na capital paulista, parece estar com os dias contados.


